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Caindo na Loucura

Planetes – Aqui em cima, sonhos não possuem fronteiras

:: 6 minutos de leitura

Um obra sem dúvidas para se guarda no coração, mostrar a realidade dos sentimentos humanos, algo que fico sem palavras para descrever. Leiam Planetes

MalkavianAutor(a)

Bem vindo ao Caindo na Loucura e desta vez, invés de cair você iram para o céu e além dele, Planetes é o mangá da semana, e nós mostrará um futuro que o homem já é capaz de morar na lua e na terra.

Ainda não existe "terraformação", mas os avanços foram tantos que colonizamos a lua, colocamos diversas estações ao redor do globo e nunca foi tão grande o trafego de veículos aeroespaciais, sejam em viagens de ida e volta a terra ou navegando pela escuridão do espaço.

Esse investimento monstruoso foi algo necessário devido à escassez de recursos presentes na terra e o constante aumento da poluição e chegamos em um momento da história que a exploração da via láctea se tornou algo fundamental para a sobrevivência dos seres humanos.

Mas já pararam para pensar no que acarretaria uma migração tão grande? Nosso passado nos condena, pois a cada novo passo que damos nossa civilização deixa marcas irreparáveis na natureza. Agora a preocupação não é apenas com o aquecimento global, mas também com a Sindrome de Kessler.

Colocando de maneira simples, quando um objeto é destruído, ou lançado sem rumo no espaço, ele passa a ser denominado como escombro. Um desses escombros, por menor que seja, pode causar danos irreparáveis a outros objetos, assim gerando mais escombros.

Agora imagine que isso continue ocorrendo, repetidamente, como um efeito domino, logo teremos uma nuvem de escombros, dos mais diversos tamanhos, que se move e se multiplica rapidamente, é algo similar ao mostrado no excelente filme Gravidade.

Porém, no futuro mostrado em Planetes o número de objetos presentes no espaço é mais que o triplo do atual, o que geraria um efeito em cadeia monstruoso, assim impedindo por completo o fluxo de naves. Basicamente seriamos envolvidos por uma gigantesca bola de escombros.

Encarregados de impedir que isso ocorra, de maneira quase ínfima, está a tripulação da Toy Box, formada por Hachimaki, Yuri e Fee. Esses 3 carismáticos astronautas trabalham no serviço de recolhimento de escombros, isso é, quando não estão brigando entre si.

Sinopse:

Em Planetes, mangá de 1999 do autor Makoto Yukimura, relançado agora pela Panini, nós acompanhamos a equipe da Toy Box, uma nave que em 2075, possui uma tarefa para nós bastante peculiar, mas que faz todo sentido: recolher lixo (ou detritos) espaciais. Ora, conforme os seres humanos marcham para o espaço em busca de recursos, nós mantemos a nossa coerência enquanto espécie e deixamos uma montanha de lixo pra trás, mas, dessa vez, o lixo não fica em um canto isolado e esquecido, mas sim, perigosamente acima das nossas cabeças, orbitando a Terra.

Assim, empresas particulares agora lançam astronautas ao espaço não com o glamour da exploração e do desbravamento, mas com a simples tarefa de recolher a sujeira que os seres humanos tradicionalmente deixam para trás sempre que vão fazer alguma viagem mais longa.

Personagens

Por falar em personagens, vale ressaltar que o trio principal é carismático e possui muita personalidade: Hachimaki é um jovem sonhador que deseja juntar dinheiro suficiente para comprar a sua própria nave espacial, mas está em dúvida se realmente é possível alcançar esse sonho sendo ele um simples coletor de lixo espacial; Yuri é um astronauta russo que passou por um grande trauma no passado e atualmente leva uma vida pacata e sem grandes objetivos para o futuro, mas isso pode mudar graças a sua dupla de companheiros espaciais; por fim, Fee é uma americana, capitã da nave DS-12 Toy Boxda qual os três são os únicos tripulantes, é uma mulher séria e dedicada, superprotetora com os membros de sua tripulação e fará de tudo para garantir sua segurança durante as missões.

Hachimaki

Yuri

Fee

Comentários

A arte de Makoto Yukimura é impecável, o que valoriza ainda mais a obra. Seu traço é limpo e delicado, mesmo em cenas mais agitadas, com explosões e detritos espalhados para todos os lados. Não é necessário muito esforço para entender o que está se passando, a arte simplesmente fala com você.

Além do forte apelo ao fator humano que a série apresenta, uma das coisas que me encantou em Planetes é a base do fundamento científico no roteiro, agregando um realismo à trama e essa verossimilhança permite contar com detalhes as consequências da colonização humana no espaço.

Medicina, Engenharia, Arquitetura, Física e diversas outras ciências são abordadas na trama de forma prática e objetiva, sem longas dissertações ou informações que poderiam sobrecarregar a atenção do expectador.

Para os fãs de ficção científica, a série lembra em muitos aspectos as obras clássicas de escritores como Isaac Asimov ou Arthur C. Clarke (os mestre da ficção científica), pois o argumento está carregado questões sociopolíticas. (é acho que estou indo longe demais, vou voltar para o mangá… este tipo de obra me empolga. kkkkkkkk).

Considerações Técnicas

Planetes é um mangá Seinen criado por Makoto Yukimura (autor de nada mais e nada menos que Vinland Saga), foi lançado em 1999 na revista Weekly Morning da Kodansha e foi concluído 4 volumes (totalizando 26 capítulos). Um quinto volume chamado de 4B foi lançado contendo alguns extras e algumas histórias paralelas que não interferem na linha original. Ele possuiu um anime feito pela Sunrise com 26 episódios, dirigido por Goro Taniguchi, mas que na época acabou não sendo algo popular – talvez pela temática um tanto fora do "comum" e um pouco mais séria para o público da época.

Comentários Finais

A loucura desta semana atingiu um ponto bem alto na ficção científica, sem dúvidas é uma coisa que eu amo escrever, acho que vocês perceberam minha empolgação. Estamos finalizando e para encerrar deixo um observação que com muita dificuldade tentarei expressa-lá em palavras.

Toda ambientação espacial, teorias sobre o futuro e a vida no espaço são muito interessantes e pautados na realidade. Apesar de ser uma obra de ficção, a impressão que se tem ao ler Planetes é de que tudo que foi mostrado ali realmente pode ser tornar possível daqui a alguns anos. Esse certamente é um dos pontos fortes do mangá e acaba servindo como uma âncora que nos prende ao enredo e aos personagens da história. 

Mas não há só desespero no futuro de Planetes. Ao contrário. Personagens como Nono, a garota lunar, e Kyutaro, o irmão-gênio de Hachimaki, nos fazem crer que a humanidade possui esperança de alcançar um futuro melhor, seja na Terra, seja nas estrelas e além. Basta nos entendermos. Entre nós, humanos, e nós e esse fascinante e desconhecido ambiente que é o espaço. Um passo de cada vez. Ao nosso próprio ritmo, Yukimura nos faz refletir que podemos, sim, chegar lá.

Afinal é só um pequeno passo para o Homem…

😒

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