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Ai-Suki

Review de Dororo (2019)

:: 3 minutos de leitura

Fazia tempo que eu não aparecia por aqui, mas agora estou de volta e com um monte de conteúdo para vocês. E pela primeira vez nessa coluna, vamos falar de algo que não é shōjo. Hoje vamos falar de Dororo.

ShiemyAutor(a)

Cumpre esclarecer primeiro que vamos falar do anime de 2019, que é bem diferente da adaptação de 1969 e do mangá original.

Sinopse

Pense em um mundo em que fome, miséria, doenças e violência são mais comuns que igrejas perto da sua casa. Mas não se preocupe. Você também pode ser morto por demônios.

Nesse mundo, um lorde feudal resolve fazer um pacto com uma horda de demônios para trazer prosperidade ao seu feudo falido. Ele oferece qualquer coisa que eles queiram. Então os demônios, muito prestativos, topam na hora. E como quem vê um pedaço de lasanha no self-service, eles decidem pegar o corpo do seu primogênito.

Cada um dos demônios pega um pedacinho: braços, pernas, olhos, pele… Mas aí um deles não consegue pegar sua parte, o que faz com que a criança fique viva.

Anos depois, vemos o que aconteceu com esse bebê. Já adulto, Hiakkimaru está em uma jornada para derrotar os demônios e recuperar as partes de seu corpo. E nessa jornada ele recebe a ajuda de Dororo, uma criança órfã que conseguiu sobreviver até então com esperteza. E de vez em quando com a ajuda de um velho cego.

Mas a cada demônio derrotado o pacto enfraquece, e diversos males voltam a assolar o feudo. Então, cada vitória acompanha a calamidade se abatendo sobre todo um povo.

Analisando Dororo

Dororo era um anime que logo nos primeiros episódios já me fazia apostar nele como melhor do ano. Era.

O começo conta com um desenvolvimento maravilhoso, uma ação incrível e uma trilha sonora que desafia uma palavra humana que a defina. Posso dizer que Kaen (Queen Bee) é uma das melhores aberturas de todos os tempos. E o tema de encerramento, Sayonara Gokko (Amazarashi) também é maravilhoso.

No entanto, a qualidade da obra começa a minguar depois de seus meados. A segunda abertura tem um bom tema, com Asian Kung-Fu Generation, mas não consegue empolgar como a primeira, especialmente pela animação morna.

A história começa a incluir episódios desconectados da história principal, que parecem deslocados, considerando que foram colocados na segunda metade da obra, o que, em vez de aprofundar o mundo, soam como “enrolação”. Enquanto isso, a história principal parece apressada. Os vilões parecem rasos, e a animação começa a economizar, repetindo trechos usados anteriormente e tendo cortes de cena desleixados.

Se antes eu ficava ansiosa pelo próximo episódio, comecei a me forçar a continuar assistindo e terminar.

Algumas coisas da narrativa inclusive desconstroem o que já vinha sendo apresentado. SPOILER AQUI O dinheiro da Dororo parece desmentir todo o arco da mãe dela. Não faz sentido a pessoa se sujeitar a tudo aquilo, morrer de fome deixando uma criança pequena sozinha, quando eles tinham dinheiro guardado. Se tirassem todas as menções a esse dinheiro, a obra seria bem melhor. FIM DO SPOILER

Conclusão

Não me entendam mal, Dororo não é uma obra ruim. Minhas críticas são mais no comparativo, já que ela tinha potencial para ser ainda melhor. Ele poderia ser memorável, foi apenas bom.

E vocês? O que acharam?

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