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Planeta Z

Para proteger manifestantes do Black Lives Matter, fãs de k-pop derrubam aplicativo e se unem contra hashtag supremacista

:: 4 minutos de leitura

Fãs de k-pop se uniram para proteger a identidade de manifestantes e ofuscar comentários racistas em hashtags.

WichitaAutor(a)

Caro leitor! O conteúdo deste artigo é a opinião da redatora Wichita; todas as palavras são de responsabilidade dela. Além disso, como o artigo trata de um tema extremamente sensível, a caixa de comentários foi desativada. Contamos com a sua compreensão. A Rádio J-Hero apoia a paz na internet. Aproveite a leitura!

Olá, terráqueos! Como está a quarentena de vocês?

Nesta semana caótica cheia de acontecimentos, tivemos ações um tanto quanto inusitadas e criativas do lado k-pop da força.

As pessoas estão se unindo e revoltas estão acontecendo em todo o país contra a brutalidade e o racismo devido ao trágico, triste e revoltante assassinato de George Floyd, em Minneapolis.

No dia 31, o Departamento de Polícia de Dallas pediu para enviarem vídeos dos manifestantes para seu aplicativo iWatch Dallas.

Se você tem vídeos de atividades ilegais dos protestos e está tentando compartilhar com o Departamento de Polícia de Dallas, você pode fazer o download no nosso aplicativo iWatch Dallas. Você pode permanecer anônimo.

Em vez disso, milhares de fãs de k-pop se coordenaram para fazer o envio em massa de fancams e conseguiram sobrecarregar o aplicativo. Outros usuários do Twitter também enviaram vídeos de memes e até mesmo de violência policial para o aplicativo.

Um dos tweets organizadores por exemplo tem 46,8 mil curtidas e 26,8 mil retweets.

As fancams, filmagens de ídolos feitas por fãs, estão presentes há tempos no Twitter e por muitas vezes acabam até mesmo atrapalhando tópicos e assuntos importantes quando são postadas fora de contexto, gerando reclamações de usuários. Mas desta vez salvaram o dia.

Horas depois, o DP Dallas anunciou que o aplicativo ficaria temporariamente fora do ar pois estava passando por dificuldades técnicas.

No dia 1 de junho, a Polícia de Kirkland pediu para utilizarem a hashtag #calminkirkland para fornecer informações sobre os protestos. O spam de fancams levou a hashtag para a categoria “k-pop”.

Não há mais amor no mundo, apenas ódio. Essas pessoas não têm respeito, você não pode me dizer que a garota não tem uma arma.
Essa garota claramente tem uma arma na mão, estou feliz por ter o rosto dela na câmera. Eu me sinto tão ameaçado por ela.

No dia 2, supremacistas brancos organizaram as hashtags #WhiteLivesMatters e #WhiteoutWednesday contendo mensagens de cunho racista e postando fotos em branco no Instagram para tentar silenciar o sentimento do “blecaute de terça-feira”. E os fãs de k-pop agiram novamente com suas fancams, fotos e fanarts. A ideia também era que, minando a hashtag no Twitter com vídeos, além de ofuscar os tweets racistas, as pessoas poderiam denunciá-la como spam e, assim, a hashtag poderia ser derrubada.

Fora os empenhos para proteger manifestantes e ofuscar postagens ofensivas, fã-clubes de diversos grupos combinaram de não subir hashtags de k-pop durante o Black Lives Matter e Blackout Tuesday.

Fãs de todas as regiões do mundo também estão cobrando de seus ídolos posicionamento sobre os acontecimentos, uma vez que o k-pop tem fortes influências da cultura negra, principalmenteo hip hop e o R&B — além dos escândalos de apropriação cultural — e também estão compartilhando links de petições e doações, além de fanbases estarem fazendo levantamentos de fundos em conjunto.

Você pode conferir uma thread de como apoiar aqui. Por hoje é isso, pessoal. Até a próxima!

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