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Tsuki no Usagi

Astromitos: a astrologia asiática (parte 1)

:: 3 minutos de leitura

Astronomia e filosofia, a união que deu origem à astrologia do leste e sudeste asiático.

TuziAutor(a)

Tuzi, da Lua, diz: Olá, jovens gafanhotos! Hoje esta coelha que vos fala estará trazendo uma série nova para a coluna! Sim, Astromitos irá contar um pouco sobre como é a mitologia oriental em volta de sua própria astrologia.

Lembrando que, não importa se você acredita ou não em astrologia, seja ela de onde for, aqui eu vou abordar a mitologia e o que a envolve.

Astronomia antiga

A princípio, a base primordial da astronomia oriental veio quando as primeiras observações do céu foram feitas por povos chineses antigos. De acordo com a Wikipedia, na dinastia Sháng (1339–1281 a.C.), estudiosos chineses já haviam mapeado de forma eclíptica grande parte das estrelas visíveis a olho nu.

Dessa forma, tendo suas observações do céu centralizadas na formação equatorial, eles focavam nas estrelas circumpolares. Ou seja, estrelas que não se põem no horizonte, independente da época do ano ou ciclo diário. Um exemplo disso são as estrelas são Deneb, Vega e Altair.

Então, onde a astrologia se encaixa nisso tudo?

Durante a dinastia Zhōu, as primeiras menções à astrologia como a conhecemos hoje foi formada. Em suma, os astrônomos e estudiosos começaram a relacionar os planetas e estrelas mapeadas com os conceitos conhecidos dentro do taoísmo.

Portanto, na China, o calendário anual (lunissolar) e as constelações têm uma disposição diferente do ocidental (calendário gregoriano). Hoje em dia, eles utilizam ambas para um convívio mais fácil com o ocidente. Contudo, a forma tradicional ainda é utilizada.

Primeiramente, temos a teoria das três harmonias. Além disso, nossos já conhecidos yīnyáng, wǔxíng e o confucionismo também foram incorporados aos significados do mapa celeste chinês. Dessa forma, esses significados também se alinharam com a medicina chinesa, a alquimia e filosofia desenvolvidas na época.

Constelações principais

O centro da astrologia chinesa, como falado anteriormente, engloba a união dos conceitos filosóficos e a pré-ciência da astronomia. Sendo assim, o wǔxíng e os pontos cardeais foram associados às cinco principais constelações do mapa celeste chinês.

Mercúrio, Vênus, Marte Júpiter e Saturno, cada um desses planetas está dentro de uma estrutura que forma constelações, sendo atribuído a eles:

  • Vênus – Bái Hǔ; localizado no Oeste; wǔxíng: metal. Constelação: Xī Fāng Yên Hǔ; Tigre Branco do Oeste.

  • Júpiter – Qīnglóng ou Cānglóng; localizado no Leste; wǔxíng: madeira. Constelação: Dōngfāng Qīnglóng ou Dōngfāng Cānglóng; Dragão Azul do Leste.

  • Mercúrio – Xuánwǔ; localizado no Norte; wǔxíng: água. Constelação: Běifāng Xuánwǔ; Tartaruga Negra do Norte

  • Marte – Zhūquè; localizado no Sul; wǔxíng: fogo. Constelação: Nán Fāng Zhūquè; Pássaro de Fogo do Sul.

  • Saturno – Huánglóng; wǔxíng: terra. O Dragão Amarelo Terra.

O Dragão Amarelo, igualmente conhecido por Imperador Amarelo, é a quinta parte e tido como a mais importante. Afinal de contas, ele é figura mais alta na crença chinesa.

Tuzi, da Lua, diz: E por hoje é só, jovens gafanhotos! Vejo vocês semana que vem com a parte 2! Não se esqueçam de, além de visitar as outras matérias e colunas, também ficar ligados na programação da Rádio J-Hero! Esta que é sempre do seu jeito, do seu gosto!

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