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Tsuki no Usagi

Qílín e Xièzhì: A Benevolência e A Justiça (parte 1)

:: 3 minutos de leitura

Símbolos de altruísmo e lealdade, ambos os seres refletem o desejo oriental na busca pelas virtudes.

TuziAutor(a)

Tuzi, da lua, diz: Olá, jovens gafanhotos! Hoje a coelha da lua traz a primeira parte de uma apanhado de curiosidades sobre dois seres incríveis que, por muitas vezes, são confundidos por terem aspectos parecidos: Qílín e Xièzhì!

Seres soberanos

Vindos da cultura chinesa e se espalhando pelo resto da Ásia ocidental, é comum haver confusão quando se trata desses dois seres, que, apesar de parecidos, são diferentes e especiais em seus próprios aspectos.

Ocidentalmente, são considerados unicórnios orientais. Já dentro da Ásia, apesar de seus nomes fazem referência à quantidade de chifres que carregam, não são unicórnios, mas seres auspiciosos e com aspectos de divindades.

Para evitar a confusão na tradução, o termo Dújiǎoshòu foi criado para diferir “unicórnios” como conhecemos no ocidente dos seres mitológicos chineses que possuem um chifre.

Qílín

Girin – Coreia do Sul; Kirin – Japão; Kỳlân – Vietnã; Gilen – Tailândia

O Qílín é o símbolo da benevolência com a vida e compaixão para com os puros de coração. A Ásia Oriental o tem como ser auspicioso, que antecede boas notícias ou saúda personalidades de bom caráter.

Por ser uma quimera de origem chinesa, sua aparência assemelha-se a dragões orientais. Atualmente é descrito como cabeça de dragão, chifres de cervo, corpo escamoso, cascos de boi e cauda de um leão.

Entretanto, sua primeira descrição foi em 266 a 420 d.C. na dinastia Jìn, em que tinha a cabeça de um dragão e o corpo de um cavalo com escamas de peixe.

Sua descrição alterou-se conforme a China cresceu e expandiu seus horizontes através de troca cultural por viagens ou comércio. Portanto, durante a dinastia Míng (1368 a 1644), após comerciantes trazerem animais africanos para a China, o Império Chinês comparou a existência e aparência do Qílín com a de uma girafa.

Em razão disso, um paralelo foi formado entre a palavra qílín e suas variantes nas línguas asiáticas para referir-se a uma girafa.

Respeito por tudo que vive

Qílín é descrito com um ser de imensa bondade, altruísmo e de compaixão por todos os seres vivos. Por esse motivo, é vegetariano. Seus passos não chegam a tocar no chão, e seus olhos são capazes de enxergar a pureza da alma do ser humano.

Nos países onde há a crença em sua existência, ele é reverenciado como ser auspiciosos, ou seja, aquele que traz esperança e boas notícias, bons resultados, o nascimento de um filho, e a recuperação de uma enfermidade.

Na China, ele está em terceiro entre os três seres mais poderosos, atrás do dragão e da fênix oriental. No Japão, dentre os três anteriormente citados, ele está em primeiro.

Por outro lado, na Coreia do Sul, ele é um dos quatro animais sagrados, juntamente com o dragão, a tartaruga e a fênix. Na Tailândia, por conta da influência chinesa, tornou-se membro do panteão mítico ao ser assimilado à própria cultura, sendo da mesma maneira no Vietnã.

Tuzi, da lua, diz: E por hoje é só, gafanhotos! Semana que vem espero todos vocês por aqui para a segunda parte! Não se esqueçam de passar pelas outras matérias e colunas da J-Hero! Fiquem ligados na programação da Rádio J-Hero, essa que é sempre do seu jeito, do seu gosto!

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