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The Game Station

25 anos de Chrono Trigger

:: 7 minutos de leitura

Completando 25 anos em 2020, Chrono Trigger ainda é um dos melhores RPGs de todos os tempos! Venha conhecer um pouco mais!

HaydaruAutor(a)

No ano de 1995, surgia um dos jogos mais pretensiosos de todos os tempos, principalmente para a época. O jogo juntou uma grande aventura mesclada com viagens no tempo, indo desde a era das cavernas com civilizações antigas, passando pela era medieval com guerreiros épicos, até ao futuro hi-tech com seus robôs quase humanos. Trazia também um sistema de batalha RPG totalmente novo, combinação de habilidades e 14 finais diferentes. Esse jogo se chama Chrono Trigger.

Então, hoje vamos fazer uma pequena homenagem aos 25 anos que Chrono Trigger completou este ano, falando um pouco de sua criação e algumas curiosidades.

A criação

A história de criação de Chrono Trigger se inicia no ano de 1992, quando, em uma viagem, Hironobu Sakaguchi, o criador de Final Fantasy; Yūji Horii, o criador de Dragon Quest; e Akira Toriyama, o criador de Dragon Ball, se encontram e começa a discutir sobre ideias de jogos que gostariam de criar um dia. Esse encontro acabou resultando em uma ideia de se juntarem para criar um novo jogo “nunca visto antes”, segundo Sakaguchi.

No entanto, os três passaram por muitas dificuldades que faziam parecer que seria impossível o desenvolvimento desse jogo dos sonhos. Foi aí que o produtor da Square (atual Square Enix), Kazuhiro Aoki, tomou a frente na supervisão do projeto montando uma equipe de desenvolvimento de cerca de 60 pessoas para auxiliar Akira Toriyama, Yūji Horii e Hironobu Sakaguchi, assim dando finalmente os primeiros passos para a sua produção.

Uma das “cerejas do bolo” da equipe de Chrono Trigger foi Masato Katō, que trabalhou com o enredo da série Ninja Gaiden e, posteriormente, com Chrono Cross, Xenogears e Final Fantasy VII. Katō recebeu um esboço da ideia de Chrono Trigger das mãos de Yūji Horii, e assim ficou encarregado de escrever e planejar a história do jogo. E foi no ano de 1993 que o desenvolvimento começou.

O primeiro ano foi voltado ao planejamento e junção de ideias, e, apesar de o jogo girar em torno de viagens no tempo, inicialmente isso deixou Katō e Horii com o pé atras, pois não queriam que o jogo fosse repetitivo, longo demais, fora a dificuldade que sempre existe ao lidar com histórias que envolvam viagens no tempo. Mas naquela época o conceito de viagem no tempo era algo tentador demais, pois era um tema que estava em alta, dado filmes como O Exterminador do futuro e De Volta Para o Futuro.

Chrono Trigger teve inicialmente o nome de Maru Island e originalmente seria parte do universo dos aclamados jogos da saga Secret of Mana. Seu lançamento era planejado para o console Super Famicon Adapter — o console que seria desenvolvido em conjunto entre a Sony e a Nintendo —, mas, devido so desentendimento e o fim das negociações entre a Sony e a Nintendo, o console foi cancelado, gerando problemas para equipe de desenvolvimento de Chrono Trigger e fazendo com que se reorganizassem para os cartuchos do Super Famicon padrão (o Super Nintendo).

Como diz aquela velha frase, “existem males que vêm para o bem”. Essa reorganização obrigou a equipe a abandonar todo o projeto anterior e revisá-lo desde o início e começar do zero, o que acabou virando algo completamente diferente, e isso seria o início do que hoje conhecemos como Chrono Trigger.

A arte e música

Como todos devem saber, a cabeça por trás da arte de Chrono Trigger é o grande mangaká Akira Toriyama, que desenvolveu a arte dos personagens em cima de um esboço inicial feito por Yūji Horii, refazendo-os com seus traços únicos e indistinguíveis. As artes de Akira também serviram como inspiração para equipe desenvolver os sprites dos personagens e os cenários, e suas obras — Dragon Ball e Dr. Slump — serviram como inspiração para a história.

Um dos grandes destaques de Chrono Trigger é sua trilha sonora fantástica, que, apesar de ser creditada na maioria dos casos somente ao gênio Nobuo Uematsu — músico responsável pela trilha sonora de Final Fantasy —, foi nas mãos de Yasunori Mitsuda que tudo teve seu início.

Antes de começar a trabalhar em Chrono Trigger, Mitsuda trabalhava na SquareSoft apenas como um programador de som, trabalhando em Final Fantasy V e Secret of Mana. No entanto, Mitsuda sonhava em compor músicas. Com seu salário que mal dava pra comprar um pão de queijo com cafezinho e sua insatisfação por não ter chances de mostrar seu potencial, ele resolveu aparecer no escritório de Hironobu Sakaguchi e dizer: “se eu não receber um trabalho para compor, eu me demito!”. Para a surpresa de Mitsuda, Sakaguchi respondeu: “então faça a trilha sonora de Chrono Trigger; quando terminar, talvez eu aumente o seu salário”.

Mitsuda agarrou essa oportunidade com unhas e dentes e dedicou-se 200% ao jogo, o que levou seu corpo e mente ao limite, chegando a dormir várias vezes na mesa do seu escritório por passar noites acordado. Quando despertava com inspirações, ele já voltava a trabalhar novamente. Ele colocou todo seu amor e dedicação no projeto, devido a sua felicidade por ter finalmente ter conseguido a oportunidade de realizar o seu sonho de compor, o que se refletiu diretamente na qualidade de suas obras.

Aproximando-se do prazo final para entregar suas composições, Mitsuda estava sofrendo com a pressão imposta a ele por ele mesmo, várias noites sem dormir, falta de inspiração, a perda de um HD com músicas já pré produzidas, fizeram com que ele desenvolvesse úlceras estomacais, o que deixou incapacitado de terminar a trilha sonora. Assim Nobuo Uematsu entra para a equipe de Chrono Trigger, assumindo o lugar de Mtsuda, e finalizando suas músicas.

Quando o jogo foi finalizado e apresentado para a equipe, Mitsuda chorou de felicidade na frente de todos ao ver finalmente os frutos de seu trabalho e dedicação, pois ali finalmente tinha realizado o seu sonho.

Em 11 de março de 1995, é lançado oficialmente Chrono Trigger.

Curiosidades

Ozzie, Flea e Slash

Uma das curiosidades mais comuns de ser ver por ai é sobre os vilões, Ozzie, Flea e Slash, que enfrentamos durante a aventura. Como a maioria deve saber, seus nomes fazem referência a famosos ícones do rock mundial. Ozzie é referência a Ozzy Osbourne, vocalista da banda Black Sabbath; Flea, referência ao baixista da banda Red Hot Chili Peppers; e Slash, ex-guitarrista da banda Guns N’ Roses.

Já no Japão, eles possuem nomes diferentes: Ozzie se chama Vinegar, Flea se chama Mayonne e Slash se chama Soysau, sendo seus nomes referencia a temperos, respectivamente vinagre, maionese e molho de soja (ou shōyu). Akira Toriyama tem um histórico de usar nome de comida para seus personagens, como Kakarotto (cenoura), Vegeta (vegetal), Gohan (arroz de sushi), Kuririn (castanha) etc. Em Chrono Trigger não poderia ser diferente, né?

Os Três Reis Magos

Durante o decorrer da história, conhecemos três personagens, Gaspar, Melchior e Belthazar, que nos auxiliam em certos pontos. Seus nomes são referência aos três Reis Magos que levaram presentes à Jesus Cristo em seu nascimento.

Na ideia original, Gaspar deveria ser um personagem jogável, mas essa ideia foi descartada e ele se tornou “apenas” um guru que guia Chrono e seus amigos, permanecendo no local conhecido como End of Time.

Sequências

Muita gente não sabe, mas Chrono Trigger recebeu duas sequências que deram origem à saga conhecida como Chrono. Uma das sequências é até um pouco famosa, e outra é bem undergound, sendo elas, respectivamente, Chrono Cross e Radical Dreamers.

Apesar de ambos o jogos serem considerados sequênciad, eles não têm ligações diretas com o decorrer da aventura de Chrono e seus amigos, mas, sim, ligações com os eventos que ocorreram em Chrono Trigger. Uma dos pontos que os jogos têm em comum é que o compositor Yasunori Mitsuda trabalhou nas três obras.

Final 14

Inicialmente, Chrono Trigger possuía 12 finais, sendo o 13º considerado o bad ending (quando seu time é derrotado por Lavos). Mas quando o jogo ganhou sua versão para Nintendo DS, foi acrescentado um novo final chamado Dream’s Epilogue. Esse final é considerado o verdadeiro final pelos fãs, pois ele fortalece a ligação com seus predecessores Chrono Cross e Radical Dreamers.


Então é isso, galera! Essa é pequena homenagem aos 25 anos deste jogo maravilhoso, que até hoje vale ser jogado por aqueles que amam um bom RPG e boa história. Espero que tenham gostado e voltem mais vezes para lerem sobre mais jogos. Deem também suas opiniões e sugestões sobre outros jogos ou temas de matérias!

Até a próxima!

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