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Planeta Z

Entrevista: Kim “Olleh” Joo-sung

:: 3 minutos de leitura

Confira a entrevista do Olleh para a Rádio J-Hero! Diferenças entre servidores, experiência no Brasil e desafios na Coreia!

WichitaAutor(a)

Olá, habitantes deste planetinha azul e redondo! A postagem de hoje é para os fãs daquele joguinho de bonecos da Riot Games, o League of Legends (quem já era paiNzete em 2014 e acompanhou essa época deixa seu koé aqui! Koé!).

Eu tive a oportunidade de trocar umas palavrinhas com um dos coreanos mais queridos que já passaram por esse servidor e que, no momento, atua como suporte da Dignitas, mas já trouxe o primeiro lugar para o BR no Desafio Internacional da X5 Mega Arena em 2014, se destacou na Hong Kong Esports em Taiwan e na Immortals no NA, e conquistou o título na LCS com a Team Liquid, além de chegar ao Challenger no servidor coreano com 100 de ping. E também é o melhor intérprete de Sandy e Júnior que você respeita (eu amo esse vídeo e guardo ele no meu coração).

Para quem conheceu o cenário apenas nos últimos anos, além de suas habildades, Olleh também ganhou o coração dos brasileiros pois, mesmo depois de ir embora do Brasil, ele continuou aprendendo e se dedicando ao nosso idioma, sempre fazia lives e tem vídeos em seu canal do YouTube em que ele se diverte aprendendo português. E aqui segue o bate-papo:


Wichita: A LCK é com certeza uma das regiões mais competitivas do mundo. Acha que essa dificuldade de ingressar nos grandes times coreanos ou passar muito tempo sendo reserva de um time faz com que os jogadores busquem seus sonhos de conquistar títulos e demonstrarem seus talentos em outras regiões? E em se tratando especificamente do Brasil, o que leva pró-players coreanos a ingressar em times brasileiros?

Olleh: Depende dos planos do jogador. Se o jogador quiser sucesso na LCK, ele irá ficar. Se ele quiser provar a si mesmo mais cedo, ele irá para outro país. Eu acho que os jogadores profissionais querem desafiar a eles mesmos no Brasil e ir ao mundial.

Wichita: Sobre a pressão e a cobrança imposta em questão de treinos, disciplina e desempenho, como funciona e como você costumava lidar com isso lá? E, bem, qual é a maior dificuldade no cenário competitivo da Coreia?

Olleh: No início, eu apenas amava jogar League e isso era tudo que eu precisava. Se não houvesse paixão por isso, eu não o teria feito. O maior desafio na Coreia é que há muitos jogadores talentosos que já possuem uma carreira e experiência insana.

Wichita: Você consegue apontar as principais diferenças entre as regiões nas quais você já jogou?

Olleh: Assim:

  • NA: Mais profissional, mas tem vida social.
  • KR: Sem tempo livre, muita prática.
  • BR: Fanbase imensa, menos chances de conseguir boas scrims.
  • TW: Consegue boas scrims e scrims SoloQ KR, mas indústria pequena.

Wichita: Agora, falando sobre intercâmbio de culturas. Quais diferenças você sentiu ao vir jogar no Brasil, o que você traria da Coreia que falta aqui e tem algum ponto positivo daqui que você acha que poderia ser válido lá?

Olleh: Os fãs brasileiros são incríveis. Foi uma experiência realmente ótima para mim. Eu gosto da bebida guaraná. Eu adoro o povo brasileiro.

Wichita: E a torcida quer saber: acha que o Brasil tem potencial para se tornar uma região major? O que falta no cenário brasileiro? Você pensa em voltar em jogar em algum time brasileiro?

Olleh: O Brasil pode ser uma região ótima, mas o CBLOL precisa mesmo de bons coaches. Eu deveria ter me juntado a um time do CBLOL este ano, mas não aconteceu.


No fim, agredeci e ganhei um “de nada” em português mesmo. Deixa eu contar pra vocês: foi minha primeira entrevista, e eu estava ridiculamente nervosa! Mas deu tudo certo! Espero poder trazer mais entrevistas legais pra vocês este ano. Deem amor ao Olleh porque ele merece! E não deixem de acompanhar as streams dele.

E o hype pro CBLoL, tá como?

😒

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