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Open your Mind

Guerreiras Mágicas de Rayearth – Contemplem as lendárias salvadoras!

:: 6 minutos de leitura

A CLAMP é um xodó em se tratando de aventuras, romances e magia, e para comprovar isso nada melhor do que falar de uma de suas obras que possui tudo isso. Confira...

Musa-samaAutor(a)

Olá queridos leitores e ouvintes da Rádio J-Hero, como estão? Este mês a Open your Mind está trazendo mais um mangá. Você deve estar se perguntando: “- Guerreiras mágicas em mangá? Mas não tem o anime pra isso?”

Então… Realmente existe o anime que foi lançado em 1994 no SBT, você talvez tenha visto, porém eu não vi. Tinha apenas 2 anos na época e por isso Guerreiras passou em branco na minha vida até então.

Uma obra da Clamp que já tinha ouvido falar, porém o tempo (preguiça) não deixava vê-lo. Como encontrei a coleção completa do mangá no sebo (e eu já disse que amo este sebo?). Resolvi trazer a minha opinião para vocês, quem sabe não consigo convencê-los a ler também?

Introdução

Este mangá da CLAMP foi divulgado pela editora japonesa Kodansha, em 1993, aqui no Brasil veio pela JBC que conservou o formato japonês “direita-esquerda”. A obra é separada em duas fases: a primeira com 3 volumes e a segunda com mais 3, no Brasil foi dividido em 12 volumes ao total, 6 para cada fase.

Na história temos três garotas estudantes que se encontram em uma excursão na Torre de Tóquio.  Elas nunca haviam se visto, mas mesmo assim são convocadas por uma misteriosa pessoa para um mundo desconhecido.

As meninas são Shindou Hikaru, Ryuuzaki Umi e Hououji Fuu, infelizmente a obra veio com os nomes americanizados para o Brasil. Elas foram chamadas, respectivamente, Lucy, Marine e Anne.

Elas são garotas bem diferentes, mas que por força das circunstancias se unem, inicialmente apenas buscando ir para casa. Mas será que vão conseguir?

Desenrolando…

Logo quando chegam naquele misterioso mundo, zefir, elas são salvas pelo Guru Cléf e finalmente conhecem uma as outras, lá descobrem que foram convocadas pela Princesa Esmeralda para salvar zefir, só assim poderão retornar para casa.

As personagens então são atacadas por Alcion, e salvas por Cléf que as envia para longe com uma missão: “Vão para o Oeste. Encontrem Priscila e Mokona na Floresta do Silêncio”.

Guru Cléf fica para impedir Alcion de capturar as meninas, que estão descobrindo aos poucos que a volta para casa será mais difícil, graças à zagard, o responsável por todos os males de zefir.

É importante ressaltar que elas não são Guerreiras Mágicas do nada, existe todo um processo, desde o descobrir qual o seu poder, até a parte da evolução e do desenvolvimento. Um bom ponto que a Clamp criou para frisar esta evolução é a capacidade que as armas das guerreiras também possuem de evoluir. Tornando mais visível o amadurecimento destas conforme os obstáculos surgem.

Você não consegue dizer que aquelas garotas são as mesmas que no final se sacrificam em prol dos outros, afinal no começo, tudo que elas queriam, era voltar para casa. Ter que “salvar” um mundo inteiro não era algo que estavam realmente dispostas, mas sim uma imposição para conseguirem retornar aos seus lares.

Em relação aos personagens, podemos dizer que Marine foi uma das que mais evoluiu. Vinda de família abastada, ela por diversas vezes comporta-se de forma de mimada, porém aos poucos vai se tornando mais apta e consciente da sua importância. Essa sensibilidade flexível de Marine é que acredito que tenha lhe dado às habilidades de água, que pode ser tanto calma como um lago, quanto perigosa quanto uma tempestade.

Anne já possuía uma personalidade mais independente, ao mesmo tempo em que ela se preocupa com os outros, também se preocupa apenas consigo mesma. Considero a personalidade dela um tanto egoísta e distorcido, afinal ela se preocupava apenas com ela, pois não queria que os outros se sentissem mal por se preocupar com ela (?).  Em um ponto do mangá isto fica bem claro, e fiquei me perguntando como ela conseguiu ter essa ideia meio perturbadora.

Aos poucos dá pra notar que ela perde este tipo de pensamento, passando a não se importar com o que acontece com ela mesma, desde que os outros estejam bem. É como se ela tivesse aprendido a valorizar os sentimentos e preocupações que os outros possuem por ela. Então passa a demonstrar a personalidade gentil e suave como o vento que a abastece de poder.

Por fim temos a protagonista principal, a ingênua e moleca Lucy, com ares de garotão e um porte de príncipe de dar inveja a qualquer um, ela oscila entre a personalidade despreocupada dela e a pose de heroína séria e compenetrada, como se ela tivesse lembranças de alguma vida passada (?), assim como as demais ela vai evoluindo, mas o que mais lhe chama a atenção é que ela realmente busca que todos estejam bem.

Ela não quer ter que perder algo para ganhar outro, com uma teimosia característica de protagonista, ela cria uma terceira opção onde todos possam ficar bem, sem mais batalhas e vivendo em harmonia. Por mais doloroso e inseguro que seja o futuro, ela conseguiu abrir uma brecha e com sua determinação seguiu em frente. Realmente admiro essa guria! E a comida favorita dela é sorvete! (<3)

Acredito que toda a obra, mesmo se passando por um mundo fantasioso, traga uma lição em relação ao amadurecimento, as consequências e tênues escolhas que fazemos o qual alteram o nosso futuro completamente.

O próprio “viver” daquele mundo por diversas vezes questiona a capacidade de fechar os olhos para as necessidades e sacrifícios dos outros, em prol do seu próprio comodismo. A ideia de utilizar zefir como um “espelho” da Terra, reflete o pensamento das autoras em relação às escolhas que nós humanos fazemos todos os dias, sem cuidar das consequências que estas escolhas possuem.

A ideia de destino, um dos temas favoritos da Clamp também é explorado, era destino das guerreiras serem chamadas aquele mundo? Era destino elas matarem? Até que ponto é destino e até que ponto é escolha? Se elas tivessem se recusado a seguirem o seu “destino” talvez zefir tivesse sucumbido às trevas que atormentavam o coração da guardiã. Então, matar e morrer é algo bom ou ruim? Bom pra quem e ruim pra quem?

Opinião Final

Poderia escrever bem mais sobre a obra, tem tantos personagens a serem aprofundados, porém acabaria por dar spoiler ou aprofundar muito as personagens, por isso deixarei a cargo de vocês lerem o mangá ou verem o anime e darem uma analisada mais íntima nesta obra.

A primeira vista Guerreiras Mágicas pode ser uma obra infantil, porém cada olhar é um olhar. Eu consegui encontrar muito mais significado do que havia ouvido falar, e tenho certeza que se você Abrir a sua Mente, também conseguirá encontrar algo espetacular nesta obra!

Por fim, devo dizer que a obra é apaixonante, ficará na minha coleção eternamente, vale muito a pena rever caso você lembre pouco e tenha a certeza de não se esquecer de deixar o seu comentário dizendo o que achou.

Alias, fugindo um pouco do mangá, a original sound track do anime é ótima, estou ouvindo a tarde toda, por isso deixo uma provinha para vocês. Tenham um bom dia e até a próxima matéria. E sempre quando tiverem dúvidas, lembrem-se que o Mokona está olhando por nós…

Confira a original sound track do anime abaixo:

😒

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