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My J-Hero Academia

Três indicações sobre representatividade

:: 3 minutos de leitura

Representatividade nos 365 dias do ano.

VickyAutor(a)

Olá! Essa semana vou trazer para vocês três indicações contemporâneas que versam sobre debates que existem dentro da comunidade LGBTQIA+ e que merecem maior reconhecimento por questionarem os papéis tradicionais de gênero. A ideia é mostrar que tais assuntos podem e devem ser debatidos em qualquer mês do ano, pois representatividade precisa existir sempre! Eu espero que apreciem.

Revolutionary Girl Utena

Shōjo Kakumei Utena, mais conhecido como Revolutionary Girl Utena, foi criado por Be-Papas, sendo, inicialmente, lançado no formato mangá entre os anos de 1996 e 1997, com ilustrações de Chiho Saitō. Ainda em 1997, o anime de Utena foi anunciado, sendo adaptado pelo estúdio J.C. Staff e dirigido por Kunihiko Ikuhara (Sarazanmai, Yurikuma Arashi).

A história gira em torno de Utena Tenjō, uma jovem que, após ser salva por um príncipe, também deseja se tornar um. Nisto, Utena acaba entrando em uma série de batalhas para conseguir a mão da Noiva da Rosa, Anthy Himemiya, que tem o poder de revolucionar o mundo.

A expressão de gênero de Utena é perceptível: Utena usa o uniforme masculino, as garotas a tratam como um príncipe e, em um certo ponto do primeiro episódio, uma das personagens a chama de “namorado”. Fica evidente que a protagonista não se importa com o “papel” de gênero que deveria desempenhar, e este tratamento durante a série deixa evidente o quão desnecessário é a imposição frequente do masculino e feminino naquele universo.

A missão de heroína dessa história é resgatar jovens garotas do seu papel tradicional e o conto de fadas que sempre foi imposto a elas, então, esteja preparado para ver serem desafiados os sistemas de opressão social e papéis de gênero prescritos.

Wandering Son

Wandering Son é um dos animes mais incríveis que já assisti, com uma história contada de uma forma tão leve, a respeito de um assunto delicado, mas tão carregado de sentimentalismo e reflexões. A história foi baseada no mangá de mesmo nome escrito por Takako Shimura. Acompanhamos a Shūichi Nitori, que é considerada uma das meninas mais bonitas da escola, embora biologicamente ela seja um menino.

Shūichi tem um amigo de infância que enfrenta problemas semelhantes associados à sua identidade de gênero: Yoshino Takatsuki, um jovem que não se identifica como uma menina. Ambos encontram conforto um com o outro compartilhando seus segredos, mas suas vidas estão prestes a ficar ainda mais complicadas quando eles entram no ensino médio – um estágio em que eles vão lidar com as duras realidades de crescer como uma pessoa transgênero, enquanto tentam fazer novos laços, manter velhos amigos e iniciar relacionamentos românticos.

Land of the Lustrous

Land of the Lustrous é uma série de anime para televisão de 2017, baseada no mangá de Haruko Ichikawa com o mesmo nome, produzido pela animação de computação gráfica (CG) — estúdio Orange — e dirigido e escrito por Takahiko Kyōgoku e Toshiya Ōno. A história se passa em um futuro distante, onde a Terra é habitada por formas de vida imortais conhecidas como hōseki (pedras preciosas), que passam seus dias se defendendo dos ataques dos misteriosos lunares.

Com uma espetacular mistura entre animação tradicional e CGI, a adaptação do mangá Hōseki no Kuni de Haruko Ichikawa é famoso por ser centrado em torno de um elenco de não binário. Além da representação, há também uma história fantástica sobre identidade e como o corpo pode determinar nosso lugar em uma sociedade liderada por uma posição patriarcal, com uma carga elevada de reflexões profundas sobre aspectos internos e externos.


Essas são as indicações de hoje! Gostou do nosso texto? Se sim, deixa um comentário. Se não, no que podemos melhorar? Sugestões de pautas e melhorias para o site podem ser enviadas para nosso e-mail: contato@radiojhero.com.

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