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Janken

Chasm: Tentando nunca ser igual!

:: 3 minutos de leitura

O jogo que nasceu como uma promessa de mudança!

DarvogAutor(a)

Chasm foi apresentado ao mundo pela primeira vez em 2012, mas seu protótipo não atraiu investidores. No ano seguinte, a Bit Kid levou o jogo para o financiamento coletivo e atingiu suas metas com grande velocidade. Até então, metroidvanias não eram lançados com tamanha frequência, e o jogo garantia um gameplay único a cada partida, já que apresentava um mapa único gerado a cada vez que se iniciava o jogo.

No total, Chasm esteve em desenvolvimento por seis anos, e no momento de seu lançamento o jogo já não parecia tão inovador assim, o que resultou em uma recepção bem dividida pela crítica.

Combate e navegação excepcionais. Mas o mapa…

Em Chasm, você controla um aspirante a cavaleiro que vai inspecionar uma série de desaparecimentos numa cidade minerária. Sua aventura na mina é única, uma vez que todo o calabouço é ordenado de uma forma diferente para cada jogador.

Seu combate é fortemente inspirado em Castlevania: Symphony of the Night e faz jus ao mesmo, sendo bem responsivo de dinâmico. O jogo apresenta inimigos variados e é muito bem equilibrado entre as suas sequências de plataforma e as de sequências de combate.

Seu maior pecado é ser tão tímido e contido no "en"="">design do mapa. Essa característica torna os mapas pouco memoráveis e genéricos, mas é um custo para que a geração procedural encaixe os mapas de forma orgânica e funcional.

Chasm ainda apresenta todas as características de navegação de um típico metroidvania, mesmo com a geração procedural. Existem obstáculos espalhados pelo mapa, transponíveis apenas com upgrades de movimento obtidos após as lutas com os chefes. O jogo ainda favorece o backtrack (revisitar áreas antigas do mapa usando habilidades novas), mas seu layout de mapa não apresenta isso de uma forma tão intuitiva.

Expostos os pontos fortes e fracos dessa forma, resta uma pergunta:

E essas mudanças compensam?

Chasm está longe de ser a Experiência Definitiva em Metroidvania. A geração procedural automatizada pelo computador acaba por oferecer uma navegação funcional, mas com muito pouco “espírito”.

Ainda assim, não deixe que essas falhas lhe cortem a maior diversão do jogo. Tenha em mente que seu combate é finamente calibrado, e as mecânicas de movimentação do jogo são bem satisfatórias.

A alma que falta na conjuntura dos mapas transborda na arte visual, harmônica e detalhada. Os visuais do jogo são de uma fineza incrível, em que cada pixel se encontra exatamente onde deveria, garantindo um visual polido e confortável que em momento algum ofusca suas vistas com ruídos ou partículas. Tudo isso harmonizado por uma música suave e convidativa, Chasm é uma experiência confortável para um jogo descompromissado.

Veredito:

Prós:

  • Arte muito bem polida;
  • Combate gratificante;
  • Navegação rápida e precisa.

Contras:

  • Retornar a áreas já exploradas pode ser um pouco confuso;
  • Cenários podem se tornar cansativos ou desinteressantes.

Conclusão:

Chasm é um produto muito refinado, em que cada uma das suas partes foi construída prezando pelo máximo de polidez. As mecânicas procedurais, assinatura do jogo, podem ser sua maior fraqueza, mas o título ainda oferece qualidades demais para ser manchado por isso.

Notas

Gameplay: 8,5
Visual: 10
Continuidade: 5
Nota final: 8

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