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Janken

Quão bom é My Hero One’s Justice? Analisamos o jogo!

:: 4 minutos de leitura

Entre Smashes e Plus Ultras, como ficou o jogo novo de Boku no Hero Academia.

DarvogAutor(a)

Que Boku no Hero Academia já é um título consagrado, tanto em seu anime quanto em mangá, é inquestionável. Recentemente a franquia expandiu suas plataformas, lançando seu mais recente título, My Hero One’s Justice, para PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox One e PC.

O jogo chegou ao ocidente no dia 26 de outubro deste ano e já consolidou uma comunidade forte, contando com vários streamers e um modo de jogo online bem movimentado. Embora no início os servidores do jogo estivessem enfrentando problemas, hoje o jogo já permite partidas online mais estáveis.

Além do modo online, o jogo conta com um modo história (que cobre os eventos após o festival esportivo da UA e se encerra no ataque contra o covil dos vilões), um modo com missões e um modo arcade, que possibilita partidas contra a CPU ou multiplayer local. O jogo ainda conta com uma extensa tela de customização de personagens.

As customizações são a coisa mais hilária que eu vi em muito, muito tempo!

Como One’s Justice se situa entre os jogos de luta atuais?

O estúdio Byking, que desenvolveu o jogo, possuía uma sólida experiência com títulos anteriores de combate em arena, e muito disso passou para One’s Justice de forma bem clara, começando pelas suas mecânicas de luta num ambiente 3D.

Apesar de o sistema de luta em arena 3D não ser o mais confortável e controlável, o jogo consegue preencher bem os espaços com a movimentação fluida dos personagens e dinamizar as arenas com uma mecânica de destruição de cenários bem intensa.

A câmera trabalha de forma consistente pra manter os dois personagens na tela, enquanto foca em um deles no primeiro plano e coloca o outro personagem no ponto de fuga da tela, tomando um pouco da identidade visual de jogos de luta baseados em propriedades da Shōnen Jump, como Naruto: Ultimate Ninja Storm e Dragonball Xenoverse.

Os modos de jogo single-player não são satisfatórios por conta própria, o que revela certa ênfase do jogo no combate entre dois jogadores.

Os visuais in-game chamam a atenção e te prendem facilmente. A arte dos menus é bem imersiva, fazendo-se valer de informações visuais dispostas como numa comic, reforçando a identidade de Boku no Hero Academia. Em alguns momentos, entretanto, a mistura entre as cenas renderizadas no computador e os gráficos pré-renderizados na arte original do anime chegam a causar certo desconforto.

E nas mecânicas, como fica o combate?

Normalmente, jogos de luta em 2D fazem o jogador levar em consideração seu posicionamento na tela e o alcance dos seus movimentos. Os jogos em 3D, como é o caso de One’s Justice, te fazem focar muito mais na resposta rápida aos combos adversários e na velocidade com a qual você se movimenta ao redor do seu alvo.

Essa dinâmica, por conta própria, faz com que jogos do tipo se tornem, muito rapidamente, numa competição de button smashing – ou seja, quem apertar os botões mais rápido ganha. O jogo inclusive incentiva essa prática com um sistema de “autocombo”, que faz combinações de golpes e poderes pelo jogador.

Mesmo a função de autocombo podendo ser desligada, não existe estímulo para isso, uma vez que ela é capaz de vencer os adversários do modo single-player sem grandes problemas. Até mesmo jogando contra outro jogador, o sistema de autocombo pode ser o suficiente para ter boas partidas, o que não é estímulo para que os jogadores novos se desafiem e melhorem dentro do jogo.

Apesar deste ponto, o jogo se faz valer em outros pontos de forma bem satisfatória: os personagens lutam exatamente como você espera que o façam. Os personagens foram muito bem adaptados para o jogo, comportando-se exatamente como no anime.

Os estilos de luta, portanto, são bem variados e cada personagem possui um moveset que se diferencia bem dos demais, assim permitindo partidas bem interessantes entre os 20 personagens jogáveis. As arenas também são bem elaboradas, uma vez que elas são verticais, além de horizontais, permitindo excelentes combos aéreos, fazendo com que o jogo tenha uma gama de combates únicos.

Veredito

Prós

  • Personagens muito bem adaptados e fiéis ao anime;
  • Possui arenas amplas e interativas;
  • Modo de customização extremamente rico;
  • Os personagens respondem rapidamente aos comandos do jogador;
  • Amigável para jogadores iniciantes.

Contras

  • O combate pode evoluir muito rápido para um button smasher;
  • O modo história é bem raso e não trás nada novo;
  • O jogo conta com apenas 20 Personagens, com uma grande janela para eventuais DLCs pagas (o jogo já foi lançado com duas DLCs);
  • O jogo não permite partidas entre jogadores de diferentes plataformas.

Conclusão

O jogo pode ter um preço elevado para pouco conteúdo single-player e não estimula, por conta própria, que você domine suas mecânicas mais a fundo. A falta de mais personagens e a dependência do modo online para manter a vida do jogo são pontos que podem desestimular a aquisição do mesmo. Entretanto, a transformação de Boku no Hero Academia num jogo de luta foi feita de forma sólida e garante uma experiência divertida.

O jogo é muito mais interessante para os fãs da série, então, se você gosta do anime, não vejo motivos para não pegar o jogo. Já se você só tem interesse num jogo de luta, o jogo tem, apesar de seus pontos positivos, alguns aspectos negativos que podem desgastar a experiência.

Notas

  • Gameplay: 9,0
  • Visual: 10,0
  • Continuidade: 6,0
  • Nota final: 8,5

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