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Dorama Love

Old, but gold: Coffee Prince

:: 7 minutos de leitura

Indicando doramas antigos e começando com café e príncipes!

TuziAutor(a)

Olá, jovens gafanhotos! Como passaram a semana? Hoje, esta coelha que vos fala estará trazendo um novo segmento para a Dorama Love: Old, but gold! Doraminhas antigos que vale a pena vocês desprenderem um tempinho para curtir!

Saudades do que a gente não assistiu

Hoje em dia as coisas ficam antigas muito fáceis; todavia, quando pensamos em dorama, muitas vezes não nos damos conta de que “aquele k-drama legal que vimos estrear um dia desses” na verdade é de quatro ou cinco anos atrás.

Com essa sensação de nostalgia muito mal disfarçada — e torcendo para que vocês não se sintam tão velhos quanto eu —, resolvi trazer essas indicações. Caso vocês já tenham assistido a qualquer um desses ou todos eles, venha relembrar os sorrisos e lágrimas comigo!

Nessa estreia, vamos conhecer ou relembrar com saudade de Coffee Prince, o dorama gender-bender que foi febre na Coreia do Sul e abriu a temporada de k-dramas do tipo.

Coffee Prince

  • Títulos: Coffee Prince; A 1ª loja do Coffee Prince; 커피 프린스 1 호점;
  • Gêneros: comida, amizade, comédia, romance, drama;
  • Episódios: 17;
  • Transmissão: 2 de julho de 2007 a 28 de agosto de 2007 na MBC; disponível no Viki para streaming;
  • Elenco principal: Gong Yoo e Yoon Eun-hye

Sinopse

Choi Han-gyul é neto da presidente da Dong-in Foods, uma empresa que tem um próspero negócio de café. Ele nunca teve um emprego e não se preocupa com responsabilidades. Han-gyul está preso a seu primeiro amor, Han Yoo-joo, que o vê apenas como um amigo.

Go Eun-chan é uma moleca de 24 anos que costuma ser confundida com um cara. Seu pai morreu quando ela tinha 16 anos e, desde então, ela assumiu como o ganha-pão de sua família. Quando Han-gyul e Eun-chan se encontram, ele, sem saber que ela é uma menina, decide contratá-la para fingir ser sua amante gay, como uma tentativa de escapar dos encontros às cegas arranjados por sua avó.

Depois de receber um ultimato de sua avó, Han-gyul assume um café decadente, mais tarde rebatizado de “Coffee Prince“, para provar que ele é capaz tanto para sua avó quanto para Yoo Joo. Para atrair clientes do sexo feminino, ele só contrata bonitos funcionários do sexo masculino.

Eun-chan, desesperada por dinheiro, continua a esconder seu gênero para conseguir um emprego no Coffee Prince.

Personagens

Go Eun-chan

De um ponto de vista pessoal, não é uma pessoa especial. Não digo isso pelo mau sentido, muito pelo contrário, pois, em Coffee Prince — apesar de lembrar o estilo Cinderela de enredo —, nossa protagonista é uma pessoa comum, lutando pelo seu dia a dia e que acaba deixando a vaidade de lado.

Muitos homens e mulheres passam por isso; mesmo que hoje em dia a vaidade física seja um destaque na vida de muitos, ainda existem aqueles ou não se importam ou só escolhem esta forma de viver — como no caso de Eun-chan.

Ela é a filha mais velha de duas meninas e a que traz o sustento para casa após o falecimento do pai. Durante a trama, vemos o desenvolvimento da amizade dela com os outros garotos do café e com Han-gyul, por quem lentamente se apaixona.

Eun-chan decididamente é uma mulher; mesmo que não se importe em ser vista como homem, para ela ser assim é mais fácil, pois consegue encontrar empregos de forma rápida e que pagam mais. Entretanto, as coisas mudam quando Han-gyul não percebe que ela é uma garota e a arrasta para o seu mundo e problemas.

O ponto positivo que ela tira disso tudo é que encontrou algo que realmente gosta: café, ou seja, ser uma barista.

Choi Han-gyul

Inicialmente, Han-gyul incomoda por ser representado como um típico chaebol que, apesar de trabalhar, não mostra muito apreço pelo esforço do trabalho em si e as virtudes que isso traz. Apesar disso, conseguimos simpatizar com sua pequena luta contra a avó quando o assunto é casamento arranjado.

Seu plano de usar um relacionamento falso com Eun-chan — pensando que ela é um homem — para impedir os avanços de sua avó é o que nos dá o ponto inicial de toda a trama. Contudo, mesmo com sua ideia, Han-gyul não é gay ou qualquer insinuação do tipo.

Por uma questão de olhar estreito — e preconceito —, a família de Han-gyul, assim como outras pessoas, tendem a acreditar que ele é homossexual por ter vivido parte de sua vida fora do país.

Han-gyul ainda nos mostra em sua bagagem inicial que tem um amor unilateral pela melhor amiga.

Os personagens secundários

Todos nos cativam, sejam em maior ou menor grau. Dividido em três núcleos — que na maior parte do tempo é focado em só dois —, nós acompanhamos a família da Eun-chan; os amigos e a avó do Han-gyul; e os meninos no café.

Dessa forma, conseguimos ver em Coffee Prince um desenvolvimento igual dos personagens secundários que se torna satisfatório, já que eles não tomam tempo de tela do casal principal, mas também têm suas histórias de fundo bem trabalhadas.

Aqui esta coelha destaca as cenas dos funcionários no café e como a amizade que todos eles juntos constroem, conforme vão convivendo, se torna de alguma forma o ponto favorito da maioria dos espectadores.

Considerações da coelha

Quatorze anos depois da estreia de Coffee Prince, cá estou indicando ele, incrível.

Assisti esse dorama em 2009, dois anos depois da estreia, pois não havia plataformas para assistir este tipo de conteúdo de forma fácil, da mesma forma que não havia muitos fansubs que faziam legendas destes conteúdos.

De todo modo, este foi o segundo dorama que assisti e foi o meu favorito por muitos e muitos anos. Coffee Prince apresentou um clichê que — diga-se de passagem — foi muito usado nos k-dramas daqueles anos: a garota que finge ser garoto. Mas também nos apresenta outros lados, estes que fazem a obra toda crescer e ser considerada hoje em dia um clássico dos doramas sul-coreanos.

Apesar de datado, os temas abordados ainda são muito atuais, como a polarização do que é ser uma mulher forte, preconceito velado, homossexualidade e a diferença social entre homens e mulheres.

Não vou me estender sobre isso, mas, ao final de Coffee Prince, conseguimos sentir aquele gostinho de ver que mulheres não precisam ser masculinizadas ou feminilizadas para dizer se são fortes ou não. Mulheres são indivíduos diferentes, com gostos diferentes, e devem ser o que elas quiserem. Nada pode objetificar o sentido de mulher forte.

A protagonista tem experiências que a levam a ser uma tomboy, porque, socialmente e para ela, ser assim é mais fácil. Todavia, é algo que ela também gosta de ser, sentindo que faz parte dela. Não sendo masculinizada ou feminilizada, mas, sim, forte da maneira dela.

O tom homossexual fica pelas omissões e confusões que levam os protagonistas a esse beco sem saída, fora que a alusão à homossexualidade de forma tão simples, sem excesso de drama, na TV sul-coreana foi um grande boom na Coreia do Sul de 2007.

Muitos ficaram em conflito ao acompanhar os protagonistas, pois, conforme o casal se apaixona, Han-gyul fica angustiado, acreditando que está apaixonado por um garoto e passa por toda a fase de aceitação. Nós acompanhamos sua atração, seu medo, sua raiva e o apoio — ou não — que recebe de seus amigos, para abraçar esse amor.

Da mesma forma, Eun-chan não conta a verdade por medo de perder o emprego e a amizade de Han-gyul, afinal, ela acredita que ele nunca se apaixonaria por uma mulher fora do padrão e de classe baixa como ela. E aqui acabamos por concordar com ela em partes nesta visão, pois o antigo amor de Han-gyul era totalmente o oposto da protagonista.

E sobre a diferença social presente no enredo, eu deixo para que vocês assistam e tirem suas próprias conclusões sobre isso.

De todo modo, Coffee Prince é algo que vale muito a pena assistir. Mesmo datado, as atuações e o enredo são bons o suficiente para que você ignore o uso de celulares de botão e mensagens de texto — para aqueles que passaram por toda essa fase, bem-vindos ao clube dos coelhos velhos.

Enfim, Coffee Prince é um clássico, old, but gold, e vale a pena assistir.

😒

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