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Tsuki no Usagi

Wǔxiá: o gênero das artes marciais!

:: 4 minutos de leitura

Dentre os três gêneros populares do momento, vamos conhecer um pouco mais sobre Wǔxiá!

TuziAutor(a)

Olá, jovens gafanhotos! Hoje vamos começar uma expansão de horizontes dentro do Tsuki no Usagi! Semanalmente, esta coelha traz a vocês curiosidades e contos que envolvem o folclore e a mitologia do leste e sudeste asiático! Dessa vamos ir um pouco mais além disso!

Expandindo horizontes

Primeiramente, gostaria de explicar que o formato atual não será mudado, continuarei procurando e compartilhando com vocês mitologias e contos da Ásia oriental! Entretanto, esta coelha resolveu sair da toca e dar uma volta, expandindo o território. Por conta disso, vamos começar a ver mais mitologias diferentes por aqui.

Muitas coisas da cultura pop oriental, como novels, jogos, mangás e animes, contêm uma mitologia própria, e essas muitas vezes têm como base alguma mitologia local já existente.

Pensando nisso, resolvi adicionar esses caminhos às novas aventuras que teremos pela coluna, afinal, está dentro do universo de coisas que gostamos. E, para iniciar de forma interessante, esta coelha trouxe algumas curiosidades sobre os gêneros que estão ficando populares por aqui: Wǔxiá, Xiānxiá e Xuánhuàn.

Então, hoje, nesta primeira aventura, vamos conhecer um pouco mais sobre Wǔxiá!

Wǔxiá (武俠)

Datando contos de 300–200 a.C., este é um gênero de ficção chinesa relacionado às aventuras de artistas marciais na China antiga.

Segundo a Wikipedia: a palavra wǔxiá é composta pelos elementos (武, literalmente “marcial”, “militar” ou “armado”) e xiá (俠, literalmente “cavalheiresco”, ” vigilante ” ou “herói”). Um artista marcial que segue o código Xiá é frequentemente chamado de xiákè (俠客, literalmente “seguidor de xiá”) ou yóuxiá (遊俠, literalmente “xiá errante”). Em algumas traduções, o artista marcial é referido como um “espadachim”.

Ao decorrer dos séculos, por conta da sua popularidade em misturar elementos de fantasia com a tradição da filosofia marcial, o gênero foi incorporado às diversas formas de arte. Entre elas podemos listar a ópera chinesa, mànhuà (equivalente ao mangá), filmes, séries de televisão e videogames.

  • Base: Wǔxiá normalmente nos traz contos sobre pessoas comuns que, através de treinamento em artes marciais chinesas e de cultivo de energia interna, alcançam habilidades de luta sobrenatural. As artes marciais nos enredos desse gênero são baseadas em técnicas de wǔshù e outras artes marciais chinesas da vida real.
  • Poderes: O uso de poderes mágicos e a aparência de seres sobrenaturais são comuns em algumas histórias wǔxiá, mas não são um pré-requisito do gênero. No entanto, o conhecimento das artes marciais é sem dúvidas o elemento principal, pois os personagens devem, de alguma forma, conhecê-las. Contudo, o domínio dessas habilidades é altamente exagerado para níveis sobre-humanos de realização e destreza.
  • Tempo: Os contos wǔxiá modernos são amplamente ambientados na China antiga ou pré-moderna. Há uma variação no cenário, podendo ele ser específico ou vagamente definido; isso depende da importância que a trama central dá para onde e quando o enredo está sendo desenvolvido.

Xiá e Jiānghú

Xiá

O código Xiá, como dito anteriormente, é algo que os xiákè seguem. Nele estão os oito atributos comuns que ditam a vida e honra wǔxiá: benevolência, justiça, lealdade, coragem, veracidade, desprezo pela riqueza, desejo de glória e individualismo — este último sendo o único não baseado nos valores confucionistas.

Há também conceitos budistas dentro do wǔxiá, como o perdão, compaixão e a proibição de matar, o que, por muitas vezes, segue a direção contrária de tramas baseadas em vingança. De qualquer forma, o código de Xiá também enfatiza a importância de retribuir a bondade que lhe é dada, assim como aplicar justiça aos malfeitores.

Jiānghú

Jiānghú (江湖) significa literalmente “rios e lagos”. O termo tem várias interpretações diferentes, que foram alteradas e dadas novos significados ao passar dos séculos. Todavia, geralmente se refere ao mundo das artes marciais da China antiga.

Originalmente, foi relacionada vagamente ao modo de vida de um eremita. Com o passar do tempo, foi inserido nos contos wǔxiá, tornando-se estreitamente relacionado a um termo semelhante, wǔlín (武林) — floresta marcial —, ambos agora sendo sinônimos de uma comunidade de artistas marciais.

Em wǔxiá, assim como Xiá, Jiānghú também tem seu código, sendo alguns de seus valores: não pode aprender artes marciais com outra pessoa sem a permissão prévia de um shīfù (mestre); não pode usar artes marciais contra aqueles que não são treinados nela; sem violação de mulheres; a palavra de alguém é o seu compromisso.

As mídias mais conhecidas com obras desse gênero são mànhuà, novel e filmes, este último com Hong Kong sendo o principal fornecedor de entretenimento.

Fonte: Wikipedia; Novel Update.


E por hoje é só, jovens gafanhotos! Em breve voltarei com indicações de obras sobre o universo wǔxiá e as mitologias que elas possuem! Por enquanto, aventurem-se nas outras matérias do site, e não se esqueçam de acompanhar a programação da Rádio J-Hero! Esta que é sempre do seu jeito, do seu gosto!

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