Na Lupa do Lunei

O novo álbum do MAXIMUM THE HORMONE, Yoshu Fukushu, é quase do [email protected]@lho!

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Confira a resenha do Lunei a respeito do novo álbum da galera do MAXIMUM THE HORMONE, o Yoshu Fukushu, lançado seis anos após seu último trabalho sendo #1 na Oricon...

O novo álbum do MAXIMUM THE HORMONE, Yoshu Fukushu, é quase do c@r@lho!
 

Olá meus queridos leitores fiéis. O Na Lupa do Lunei volta dessa pequena pausa de três meses da melhor forma possível: mostrando um ótimo lançamento da cena musical oriental.

Yoshu Fukushu é o quinto álbum de inéditas da banda MAXIMUM THE HORMONE e conseguiu merecidamente atingir o 1º lugar na mais importante parada musical japonesa, a Oricon. Merecidamente, pois esse é um feito importante em um momento onde o domínio está com artistas que fazem musicas constrangedoramente ruins, tais como o AKB48 e suas variações bizonhas.

Tendo a responsabilidade de se manter ao nível de um dos álbuns mais marcantes no meio otaku, o insano Buiikikaesu (2007) que contém as conhecidas faixas Zetsubou Billy e What's Up, People?! (Death Note), Kuso Breakin' nou Breakin' Lily e Chu chu Lovely Muni Muni Mura Mura Purin Purin Boron Nururu Rero Rero, o recente trabalho apenas carimba o cheque de que uma banda pode ter um som original e nítido durante anos, reinventando-se e ainda assim sendo natural para seus fãs e pessoas que somente querem curtir um bom som.

Maximum The Hormone

A faixa que dá nome ao álbum já o inicia surpreendendo, com uma introdução ligeiramente delicada seguida pela habitual porrada musical do grupo, em um andamento até que desconexo, extremamente legal, assim como a seguinte, Utsukushiki Hitobito no Uta, onde dessa vez a introdução vem de uma forma espontânea e engraçada (me lembrou um pouco o Dj Nakano) e seu segmento é feito por frases rápidas e um arranjo “pauleira”.

Em Benjo Sandal Dance a história é outra. A pegada é diferente e com um início eletrônico, mutação essa que continua na divertida Chu 2 the Beam, na Beauty Colosseum e em “F”, essa última com o final ainda absurdamente mais pesado que as anteriores. Entretanto, é em Unbelievable! (Suwomintsu Hokereiro Mifueho) que pode-se notar o quanto uma banda pode ser incrível e capaz de se aventurar por caminhos absurdos e agradáveis sem sair de sua proposta. Ela possui um inicio extremamente swingado, um refrão de fácil assimilação e oscilações sonoras tanto nos vocais masculinos e feminino quanto na interpretação dos instrumentos da banda. Sem dúvidas a melhor do álbum.

Tsume Tsume Tsume se mostra uma verdadeira montanha-russa, no bom sentido, em questão de ritmo e Rock Oreimairi (3 Chord de Omae Full-bokko) tem aquela típica aura de rodinha punk em shows, da mesma forma que Mesubuta no Ketsu ni Binta (Kick mo) e na canção que leva o nome da banda, Maximum the Hormone.

Maximum The Hormone


Mas infelizmente não só de coisas boas foi feito esse álbum. A.L.I.E.N. deveria ser uma faixa sombria e apresenta alguns solos de baixo bem legais, mas por algum motivo que nunca entenderei eles resolveram colocar em seu final uma interpretação doce e fofinha que mescla Imagine Dragons e Glee, no pior sentido possível, estragando-a por completo. My Girl mais parece uma tentativa de Pop pseudorrebelde radiofônico, se assemelhando mais a um feat. qualquer do Super Junior do que com o resto do álbum. E Koi No Sperm de tão eletrônica e chata me fez excluí-la da pasta onde guardo essas canções. Entretanto, acredito que essas devam permanecer no limbo do esquecimento ao comparadas com as outras maravilhas gravadas.

Enfim, excluindo os equívocos, esse é mais um incrível trabalho dessa banda de J-Rock tão famosa e pedida por aqui. Torçamos para que as músicas entrem logo na nossa programação para que sejam devidamente apreciadas por vocês assim como foram por mim.

 

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