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JH Cobertura: O universo otaku na Bienal Internacional do Livro Rio 2017

Data: Sexta-Feira, 15 de Setembro de 2017 - 15:31h Autor: Redação J-Hero comentários
JH Coberturas: O universo otaku na Bienal Internacional do Livro Rio 2017
(Apaixonado  pela personagem Arale, Lunei deixou por  alguns instantes seu lado jornalista. Foto: Eduardo Macedo) 
 
A 18ª edição da Bienal Internacional do Livro Rio rolou entre os dias 31 de agosto e 10 de setembro, no Riocentro. E dessa vez, a redação da Rádio J-Hero esteve presente, conferindo os estandes e participando de alguns dos eventos dedicados ao público nerd e fã de cultura Pop.
 
 
reportagem por Igor Lunei*
 
Morar no Rio de Janeiro é algo... Curioso. Quer dizer, a Cidade Maravilhosa é pauta frequente de novelas televisivas, filmes, eventos de conhecimento internacional e tudo mais. Entretanto, para quem é fã de tranqueiras nerds/geek/otakus etc., as reuniões voltadas para tal nicho são bem escassas. Ao menos, as de grande porte. Então, me é relativamente interessante o caminho que a Bienal do Livro acabou tomando de uns anos para cá. Essa edição de 2017, em especial, meio que coroou isso.
 
Representando a Rádio J-Hero, fui em três dias da feira e percebi algumas coisas não só no evento como um todo, mas na galera que o frequentou. Quer dizer, não é mais só um espaço para leitores casuais e entusiastas. A cultura nerd, geek e otaku, que eu citei ao começo, tomou uma proporção bem grande, com os espaços dedicados à tal fatia de público em grande evidência.
 
O estande da Panini era um dos mais vistosos do Pavilhão Verde, com centenas de produtos extremamente disputados pelos visitantes, com uma fila de entrada que fazia volta no local. Dentre eles, graphic novels, álbuns de figurinhas, HQs conceituadas da Marvel, da DC e, claro, todas as variedades de mangás publicadas por eles.
 
“Eu vim aqui no segundo dia atrás das cinco primeiras edições de Dragon Ball e a vendedora me disse, ontem mesmo, já tinham vendido todas a preço de capa”, me contou André Carlos, estudante de Jornalismo, no segundo fim de semana da feira.
 
A Comix Book Shop, que não tem sede aqui no Rio de Janeiro, também foi um dos locais mais disputados. Estive lá algumas vezes. A primeira, para dar uma olhada nos produtos, dar uma conferida nos preços (a edição Nº1 de Dragon Ball estava por R$99,90, mas a maioria das outras coisas estavam com preço de capa ou mais baratas). Depois, para adquirir a primeira edição da republicação de Dr. Slump (Akira Toriyama) e, no fim de semana seguinte, a one-shot Katsura-Akira (Masakazu Katsura, Akira Toriyama). Em todas as vezes, precisei enfrentar filas gigantes que se estendiam por todo o interior da loja, tamanho era o entusiasmo dos compradores lá dentro.
 
logo oficial da Bienal Rio 2017
 
 
Porém, uma outra coisa me chamou bastante atenção tomando como base o que vi e algumas entrevistas que fiz ali mesmo. Por incrível que pareça, à exceção do já citado Dragon Ball, com edições esgotando no primeiro dia, a grande maioria da galera estava preferindo títulos mais recentes, como o ótimo Boku No Hero Academia (JBC), The Seven Deadly Sins (JBC), que eu acho uma porcaria, mas o povo curte, e One Punch-Man (Panini), que nunca dei uma olhada, mas parece interessante. Os sei lá quantos diferentes produtos da Madoka (NewPOP) também foram citados, mas numa proporção menor.
 
O curioso disso é que a busca por coisas novas vai contra o que é comumente investido dentro do nicho otaku aqui no Brasil. O Anime Friends até que foi num caminho ligeiramente diferente esse ano, com algumas atrações mais contemporâneas, mas todos sabemos que é MUITO comum que organizadores quase sempre caiam naquilo de trazer dubladores das antigas, canais de TV obscuros optem por reprisar animes de décadas atrás ou quaisquer outras coisas que apelem para a nostalgia.
 
Honestamente, acho isso uma besteira, pois não dialoga com a renovação do público e apenas repete para a galera das antigas coisas que eles já consumiram. Talvez isso justifique, vá lá, a venda do AF e as mudanças que ocorrerão nele para atrair uma variedade maior de público? Poder ser.
 
Voltando pra Bienal, também rolaram algumas palestras, mesas e demais mini-eventos para o público nerd, geek, gamer e todas as outras variações possíveis nisso. De fato, existiu uma preocupação em pescar essa galera esse ano, com eles estreando o espaço Geek & Quadrinhos, onde rolaram gravações de podcasts, vídeos, worshops, dentre outros. Além disso, vários locais promoviam interações desse meio, com rodas de RPG, caricaturas, cosplayers e por aí vai.
 
Ao fim, cheguei na conclusão de que a Bienal, muito mais que apenas um evento para atrair leitores e contribuir para que o hábito de consumir publicações ganhe força aqui no Rio de Janeiro (e no Brasil como um todo), tem adquirido ares “CCXPeriencianos” ao incluir em sua programação atrativos para o público nerd. E eu só tenho a celebrar com isso. Fica aqui o desejo de que outros eventos de grande porte para nós surjam aqui no Rio. Para mim, foi muito proveitoso e mal posso esperar pelo 19ª edição.
 
JH Coberturas: O universo otaku na Bienal do Livro Rio 2017
(O espaço Geek & Quadrinhos foi uma das novidades dessa edição do evento. Foto: Igor Lunei)
 
 
Em números
 
A 18ª edição da Bienal Internacional do Livro Rio recebeu nos 11 dias de evento em torno de 680 mil visitantes, superando a estimativa inicial de 600 mil. Foram mais de 300 autores e convidados divididos em 360 horas de programação cultural e 190 sessões separadas entre os pavilhões. Dentre elas, a Arena #SemFiltro, espaço dedicado a debates de interesse entre os jovens e com curadoria de Rosane Svartman, foi uma das mais procuradas. Crescendo de 90 para 400 lugares de 2015 para 2017, tendo ocupação de 90% em todos as mesas ocorridas durante a Bienal.
 
Outro espaço de sucesso foi o Café Literário, organizado por Rodrigo Lacerda, com um aumento de 25% de público da 17ª edição para essa. Já o Geek & Quadrinhos, montado pela primeira vez e liderado po Affonso Solano, chamou a atenção de fãs da cultura Pop de todas as idades, em atividades como batalhas medievais, mesa de jogos e área de realidade aumentada, que permaneceram movimentadas ao longo de todo o evento.
 
A procura por atrações de cunho juvenil reflete o crescimento de tal público esse ano. Na última edição, 18% dos visitantes estavam numa faixa entre 15 e 19 anos, aumentando em 2017 para 33%. Em comparação, na Bienal de 2007, os mais jovens representavam uma fatia de 11% dos frequentadores. Já as crianças, tiveram uma área totalmente dedicada a elas, o EntreLetras, podendo ser inseridas no universo literário através de atividades lúdicas propostas por Daniela Chindler.
 
A organização declarou que a melhora do acesso ao Riocentro também contribuiu para o sucesso do evento, com 56% das pessoas utilizando transporte público para ir à Bienal. Em pesquisa, declararam que 14% dos presentes vieram de outros estados. Quanto ao número de exemplares comprados, é estimado que foram vendidos 6,6 livros por pessoa, com um gasto médio de R$25,18 – mantendo a média de 2015.
 
Também foi divulgado que a Bienal Internacional do Livro Rio, num geral, agradou aqueles que a visitaram. A nota dada pelo público subiu de 8,4 para 8,6, com 93% dos entrevistados dizendo que voltariam ao evento. 76% das pessoas já tinham ido em edições anteriores e 24% foram pela primeira vez.
 
Virtualmente, durante os onze dias de feira, sua página oficial no Facebook teve um crescimento de 17% em likes, com o alcance quase atingindo um milhão de pessoas. No Instagram, ao todo, foram quase 2,5 milhões de impressões na ferramenta stories.
 
“Estamos muito satisfeitos com os números da Bienal. Com o crescimento da programação, atingimos nosso objetivo de proporcionar uma experiência cultural para toda família. É muito bom ver o investimento de todas as editoras em estandes cada vez bonitos e com mais atrações para o visitante”, comentou Tatiana Zaccaro, diretora da Bienal, em comunicado oficial.
 
A vice-presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL), Mariana Zahar, acredita que a Bienal tenha sido um ótimo termômetro para o mercado editorial. “Se tivemos uma queda em 2016 no mercado como um todo dos livros, 2017 já marca uma retomada e um respiro para as empresas. Certamente a Bienal contribui significativamente”, explicou.
 
 
CONFIRA MAIS EM NOSSA GALERIA DE IMAGENS
 
BIENAL DO LIVRO RIO 2017
 
 
 
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* Igor Lunei é jornalista especializado em Cultura Pop e está sempre destacanto temas como: animês, mangás, animesongs, J-pop e K-Pop. Para saber mais sobre seu trabalho acesse www.esquadraolunatico.com ou curta seus conteúdos nas redes socias atrfavés do Twitter ou do Facebook. Igor Lunei e o Esquadrão Lunático são parceiros da Rádio J-Hero.
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